quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Caminhos

É difícil dizer que não. É difícil esconder a dor. É difícil! Depois que se passa pelas mais variadas vias e ruelas que aparecem no caminho não se tem como não reviver o sentimento que a vida proporciona. Não se tem como dizer que não se sente!

Os sentimentos vêm como em turbilhão. A vida não passa devagar. Os rumos vão sendo desenhados pela destreza de quem o vive; de quem se permite viver. As bifurcações vão surgindo e nos fazendo escolher. É necessário arriscar-se para não parar; é necessário ter coragem para viver.

Muitos caminhos escolhemos como certos e por ele andamos. O que não significa que tudo o que se andou está errado. O que não significa que tudo o que se viveu passou, deve ser guardado no fundo da caixa e escondê-lo.

A vida nos chama a viver. Arriscar e viver. Muitas vezes a lágrima cairá, ela sempre teima em cair. É difícil não chorar quando se ama. É difícil não chorar quando se vive... O amor!


Paulo de Oliveira dos Santos

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Quotidiano

O dia amanhece; a lágrima cai; a flor se abre! O sorriso aparece e tudo segue o seu estado no mais íntimo do quotidiano. A vida rebusca sonhos numa realidade atroz. As certezas se fundem, muitas vezes, a sentimentos torpes. E assim segue a vida no mais íntimo do quotidiano.

O sol nasce; muitas vezes dá espaço à chuva – chuva que refresca e dá vida. Água que banha o mais profundo da alma. Água que impregna a terra e fecunda a plantação. Terra de onde brotam os meus sonhos; plantação onde cultivo meus amores.

Água que denota o sentimento, molha o papel e assim dá vida ao que era inanimado. Água como o orvalho, que cai na escuridão da madrugada e quando o sol vem faz brotar o mais belo botão colorado.

Flor que surge. Surge após a experiência da madrugada chorosa. E durante o dia encanta com o mais belo aroma e mais pulcro sentimento, onde no fim surge o sorriso. Sorriso da vitória! Eis a vida.

E o dia amanhece; a lágrima cai; a flor se abre! O sorriso aparece e tudo segue o seu estado no mais íntimo quotidiano.

 
 
Paulo de Oliveira dos Santos

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Razões...

Quais as razões que nos motiva a escrever? As razões que durante séculos vem nos convidando a deitar a pena sobre o papel e tentar transmitir o íntimo do que nos ocupa o coração?

Tudo na vida parte de uma motivação especial. Amores, sofrimentos, alegrias, dores... O exterior dos nossos atos parte do interior dos nossos sentimentos.

Muitas vezes estamos num misto de sentimentos que não sabemos sequer como expressar. Às vezes nos perdemos no nosso próprio sentir; e – por incrível que pareça – não são raras às vezes.

Quanto aos motivos de pegar uma folha branca e nela começar a rabiscar o profundo da alma, parte da experiência de partilhar e fazer com que a partilha toque o coração daquele que vive das mesmas circunstâncias.

Não importa, pode ser que da minha vontade saia a escrita de um conto, crônica, romance ou o que vier, mas sempre virá da experiência de um sentimento que toca o coração. Por isso os textos são sempre atuais, ou você dirá que Fernando Pessoa é algo velho?

As folhas em branco são ótimas companhias. Os cadernos, grandes amigos. Muitos dos nossos cadernos nos dão a chance de reviver a nossa história, as nossas mudanças, os nossos sonhos, medos, angústias...

Muitas das confidências ficam nos rascunhos, junto das lágrimas que algumas vezes teimam em rolar.

Inicio com uma pergunta propositalmente. Assim você pensa, reflete. Talvez se anime e comece, hoje, a escrever a sua história dos dias que se iniciam.



Paulo de Oliveira dos Santos





sexta-feira, 13 de agosto de 2010

História de um grande amor

Lembranças de um grande amor. Como é bom quando às vezes somos tomados de assalto pelas memórias de um grande amor. Não quero ficar preso às emoções do amor de namorado, homem e mulher. Não! Quero falar do amor que nos move à vida.

O que é mais bonito que o amor de uma criança? A maturidade do amor vindo da “imaturidade” do ser? Talvez possa me arriscar em dizer que crianças são mais maduras que muitos adultos que pelo mundo vagueiam a esmo.

Quando falo em amor de uma criança, logo remeto àquele amor desprendido. Amor que partilha, que doa o máximo de si mesmo sendo pouco. Amor que renasce, ressurge... Revivi!

Amor este que nos leva a dependurarmo-nos no pescoço do outro, passando-lhe o mais carinhoso afeto sem medir esforços e pedir nada em troca. Amor desprendido.

E, novamente digo, como é bom quando às vezes somos tomados de assalto pelas memórias de um grande amor. Deste grande amor! Como é bom quando as circunstâncias do dia nos fazem lembrar aquele sentimento que marcou época em nossas vidas. Mesmo que a força do tempo teime em tentar afastar os eternos amantes!

É estranho. Difícil entender a lógica do amor desprendido; muitas vezes no âmbito da imaturidade do ser, nos perdemos na questão e, talvez, confundimos a lógica. Quantos casais de namorados surgem entre grandes amigos e acaba não sobrevivendo ante as dificuldades do dia-a-dia? Será que posso dizer que isso acontece pelo motivo de tentar prender aquilo que não se prende?

Os grandes amores são assim. Amigos que se amam, que fazem de tudo para estar juntos, partilhar a vida e tudo que ela oferece. Viver junto às alegrias, as tristezas, as mudanças, os êxitos... Ou nada além de uma hora em frente à televisão vendo um bom filme com pipoca... Ou então o simples fato de deitar na grama, à noite, vendo as estrelas... Ou talvez, no silêncio, olhar no olho e sentir, junto, aquilo que está preso no coração e não se tem coragem de dizer.

Os grandes amores são eternos, nem o tempo pode romper. As pessoas se afastam, novos amores surgem, nova vida se leva... Mas um dia, a memória – por mais fraca que ela seja – vai acabar te convidando a reviver, pelas lembranças, a grande história de um grande amor!

 
 
Paulo de Oliveira dos Santos

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Eternos Devaneios – I

Sei lá... Passando por tantos blogs percebi que este é um dos poucos que tem por título o nome do seu autor. Isso me chamou atenção e, então, resolvi escrever!

Não costumo escrever coisas a meu respeito, não tenho mania de cultivar diários, acho que os momentos da vida não precisam ser guardados em registros escritos. Pelo contrário, é algo que deve ser vivido... Apenas!
Pela primeira vez escrevo algo inteiramente meu, sei que muitas vezes vou me perder durante a escrita e tomarei a iniciativa de te incluir na história por meio do pronome “NÓS”... Não te acanhes; se perceberes que podes tomar posse do que digo, imagine que foi pensando em ti que me debrucei sobre o “papel” e escrevi as mais longas linhas do teu íntimo.

Reparando no que escrevi, percebo que inicio com a expressão “Sei lá...”; creio que estou um pouco perdido, quem sabe siga por um lado, quem sabe vá para o outro. Como a vida, o papel em branco é cheio de caminhos, que durante o tempo vou percorrendo e tendo de fazer escolhas. Como a vida, o papel mancha e por mais que eu apague aquele pequeno erro cometido, sempre vai ter, ao menos, uma pequena marca denotando algo passado.

Se me permites, voltemos a ideia do primeiro parágrafo. Pensando um pouco sobre ter o blog com o próprio nome do seu autor, consigo ver algumas razões que não o tornam personalista: nem o blog, nem o autor! A ideia de chamá-lo “Paulinho”, passa pela questão que os textos aqui publicados abordam questões que são do íntimo de cada um.

Muitos são os “Paulinho’s” que podem se colocar como autor deste blog, em relação ao sentimento que os textos podem nos passar. O sentimento é natural e pessoal. Não sei o que tu sentes ao ler o que aqui é publicado, mas sei que só tu podes sentir.

Da mesma forma na nossa vida, percebo que muitas situações reais nos levam a sentir algo que só nós podemos sentir. Muitas vezes nos colocamos no lugar do outro em uma situação e sentimos um sentimento único. Só nós podemos sentir aquilo que essa experiência nos passou, por mais que seja uma experiência banal.

Muitas linhas foram sendo preenchidas no decorrer deste tempo, tanto no papel como na vida. Não sei o tamanho do papel que tenho. Não sei a forma como será escrito. Mas paro um pouco por aqui, logo mais volto e torno a me prender nos meus eternos devaneios!


Paulo de Oliveira dos Santos

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Imaginação

                     Abaixo uma das músicas mais bonitos que eu conheço!! Marca muito a minha vida!

Imaginação

Pensei que a chuva era prata pensei que o céu tinha chão
Se eu tive medo da mata e medo da escuridão
Pensei em ser acrobata e até voar num balão
Com uma espada de lata enfrentaria o dragão.
 
Todo dia eu agradeço então , por Deus ter me dado a imaginação
E hoje grande eu pensarei com o coração
E me farei criança amando a criação.

Hoje eu me faço pequeno, cantado essa canção
E o mundo se faz sereno nas infância é sempre verão
E brinco nesse acordes, irmão mais velho bobão
Brincando se ser criança nas notas dessa canção.

Todo dia eu agradeço então , por Deus ter me dado a imaginação
E hoje grande eu pensarei com o coração
E me farei criança amando a criação.

E retornarei, e retornarei, ao tempo em que o chão, 
ao tempo em que um chão, ficava no céu, ÔÔÔ
E eu num balão, a chuva era prata, a chuva era prata, na escuridão, na escuridão,
E eu era acrobata , de lata e de imaginação.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Família

Família é coisa estranha. Ora se bate, ora se abraça; ora se ama, ora se odeia; ora se xinga, ora se defende! Família é família.

Família acorda junto, come junto, vive junto. Família é família!
Há quem diga que família não é mais isso. Há quem diga que família já não existe mais. Com o tempo, as coisas foram mudando, as atividades familiares foram perdendo espaço no quotidiano das pessoas. A família foi se tornando parte da dinâmica “fast-food”, tudo foi se tornando rápido e descartável. Até mesmo o convívio e os sentimentos que ele proporciona.

Família é família. Mãe, pai, filhos. Avó, avô, netos. Tio, tia, sobrinhos. Ou isso, ou aquilo, mas família.

A mãe às vezes enlouquece, o pai superprotege, avó se mete na criação e tudo vira festa dentro de uma confusão! Família é família.

 
Paulo de Oliveira dos Santos