segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Tempo Perdido 2

Você já parou para pensar na rapidez como as coisas andam hoje? Já reparou como os dias parecem mais rápidos, os meses... Anos? Pois é, eu tenho notado isso ultimamente. Não é só o tempo que tem sido rápido demais, mas os pensamentos têm avançado de uma maneira, que eu considero, absurda!


Em nome de um tal “avanço”, se prega a ruptura do conservadorismo. Diz-se que pensar como sempre se pensou, colocando valores morais e éticos a frente de bandeiras e lutas, é retrocesso. Retrocesso é voltar à idade dos primórdios da civilização!

Sabe-se que com a idade o homem, e uso homem para o sentido geral de humanidade, costuma modificar o seu pensar, o seu agir, por causa do amadurecimento que a vivência da vida lhe propôs. Assim também é com a humanidade, com o tempo vamos modificando o nosso agir e pensar para tornar a sociedade mais civilizada, mas a partir do momento em que passamos a quebrar alguns elos da corrente, que nem são tão ruins, apenas por querer se mostrar revolucionário aí sim está se pregando o retrocesso sem nem notar.

Claro que muitas coisas devem avançar, sair do pensamento retrógrado que as formulou. Quantos maridos batem nas suas esposas, as tratam pior que animais. Isso é algo a ser mudado sim. Os direitos devem ser garantidos de forma que garantam a ordem pública e o amadurecimento das pessoas. Mas querer garantir direitos apenas pelo fato de tudo ser normal... Isso é algo a ser pensado.

Tenho sim as minhas bandeiras de luta e não as nego! E pretendo continuar lutando por elas não importa o estado de vida que eu esteja.

Devemos ter cuidado com a forma de como vivemos a vida, muitas vezes acabamos perdendo o nosso tempo. Os dias parecem mais rápidos, os meses... Anos! Sim parecem. E muitas vezes estamos perdendo o nosso tempo com coisas banais e não nos damos conta. Falsas bandeiras, falsas ideologias apenas por querer nos fazer libertários em relação a pensamentos conservadores, acabam fazendo com que a vida não valha à pena.

“Todos os dias quando acordo não tenho mais o tempo que passou” nos diz Renato Russo. “Mas tenho muito tempo!” O tempo que passou, passou; mas ainda temos muito tempo para viver!

“Não temos tempo a perder. (...) Somos tão jovens!” Ainda temos tempo para viver, viver bem. Não podemos perder o nosso tempo. Todos somos jovens, não importa a idade que tenhamos, basta viver o tempo que nos resta... Caso contrário, será tempo perdido!



Paulo de Oliveira dos Santos

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Tempo Perdido

Resolvi postar essa música. Faz algum tempo que não escrevo nada que valha a pena postar no blog, então resolvi colocar a disposição "Tempo Perdido", da Legião. Estou preparando um texto referente ao que estamos vivendo e essa música. Se ficar bom, eu posto. Valeu!

Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo.

Todos os dias antes de dormir,
Lembro e esqueço como foi o dia
"Sempre em frente,
Não temos tempo a perder".

Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério
E selvagem,
selvagem;
selvagem.

Veja o sol dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega é da cor dos teus
Olhos castanhos

Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo,
Temos nosso próprio tempo,
Temos nosso próprio tempo.

Não tenho medo do escuro,
Mas deixe as luzes acesas agora,
O que foi escondido é o que se escondeu,
E o que foi prometido,
Ninguém prometeu.

Nem foi tempo perdido;
Somos tão jovens,
tão jovens,
tão jovens.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Os sacerdotes que abusaram de mim

Segue a livre tradução de um texto bastante forte sobre as tremendas experiências que uma pessoa teve com alguns sacerdotes. Ouso dizer que esses formam parte da maioria. Cuidado com eles…
Quanto era muito criança, sem ter consciência, sem liberdade, sem poder defender-me, um deles me fez filho de Deus, herdeiro da Vida Eterna, Templo do Espírito Santo e membro da Igreja, nunca poderei perdoar-lhe por ter-me feito tanto bem.
Outro insistiu em meus tenros anos em inculcar-me, violentando a minha vontade, o respeito pelo nome de Deus, a necessidade absoluta da oração diária, a obediência e a reverência aos meus pais, o amor pela minha pátria, e me ensinou a utopia de não mentir, não roubar, não falar mal dos outros, perdoar e todas essas coisas que nos fazem tão hipócritas e ridículos…
Outro apareceu mencionando que o Espírito Santo devia vir completar a obra começada no Batismo, que me fariam falta seus dons e seus frutos, que já era hora de que viesse em minha ajuda Aquele que me faria defender a Fé, como um soldado. Que ousadia falar em termos tão bélicos! Fez nessa época que eu cuidasse minha alma frente ao mundo, que fosse nobre, leal e honesto…
Outro abusou dando-me livros para ler, não lhe bastassem seus conselhos, que faziam colocar o olhar na eternidade e viver como estranho aqui na terra. Quem tirará agora da minha cabeça os quatro Evangelhos? As glórias de Maria? A imitação de Cristo? As Confissões? As Moradas? Etc. Quem será capaz de curar-me de todos esses tesouros que me marcaram para sempre?
Outro abusou da minha ignorância ensinando-me coisas que não sabia. Outro não falava, mas sua vida virtuosa me inclinava cada vez mais a imitá-lo. Houve alguns que se aproveitaram de mim em momentos inesperados e me corrigiram, me alentaram, e até rezaram por mim.
Outros, quando eu já estava em um círculo do qual não podia sair, insistiram com minha natureza caída e me incitaram a receber a Jesus Cristo em Corpo e Sangue, para resistir aos embates do inimigo, para fortalecer minha fraqueza e santificar-me cada dia mais. Embora, para aquele que leia esta denúncia, pareça que isso já é demasiado e que não seja possível, digo-lhe que os abusos seguiram aumentando, e tudo passou a coisas maiores. Cada vez que conhecia um sacerdote, se aproveitava de mim com renovados métodos, relíquias, santinhos, água benta, terços, bênçãos e orações de todo tipo, armavam um cerco com tremendos benefícios que chegaram ao limite do suportável.
Quero deixar clara esta injustiça cheia de perversidade, e que atendam a minha reclamação nesta denúncia, por que sei que alguns deles estarão esperando-me para seguir com essa iniqüidade, sentado num confessionário ou ao lado de minha cama quando estiver moribundo, e, ainda que desapareça, seguirão com sufrágios pela minha alma e súplicas de misericórdia.
Quero que se somem a minha voz todos aqueles que foram vítimas desses incidentes, e se sentiram ultrajados por estas pessoas, pois sei que a outros os uniram em matrimônio, a outros lhes descobriram a vocação, a outros até chegaram a ajudar-lhes materialmente ou guardaram com chave em seu coração, para sempre, segredos tremendos de suas misérias humanas.
Cuidemos seriamente para não termos trato com eles. Não demos a eles nossos dados. Não os olhemos nos olhos, não os consultemos absolutamente para nada. Não sigamos nenhum de seus passos, pois corremos o risco de um dia cair em suas armadilhas e salvar-nos eternamente”.
Neste dia em que ficamos sabendo da morte de José Saramago, posto uma linda frase deste autor. A li pela primeira vez hoje, e ela me deixou meio atônito, de tão profunda e divinal clareza.

"Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia."

Medo X Decisão


Muitas vezes, nossas indecisões nos fazem sofrer e as pessoas que amamos também. É necessário criar coragem e dar um passo a frente! Decidir-se!!
Tem vezes que o peso da decisão nos limita a ficarmos no nosso canto, parados, totalmente inertes, esperando que o futuro decida por nós. Tem vezes, que deixamos o tempo certo da tomada de decisão passar e não damos o nosso passo em direção horizonte.
O medo de errar, o mede de não ser feliz, o medo de perder aqueles que amamos faz com que cada vez mais nos acomodemos e nos acostumemos com o que estamos vivendo e não procuramos o que realmente importa.
Tem uma canção da banda católica Vida Reluz que nos diz: "ser feliz também implica em ser melhor". Ser feliz também implica em fazermos os que estão a nossa volta felizes. Essa é a verdadeira felicidade. Não adianta adiar o inadiável, tendo em mente o simples fato de não magoar àqueles que nos amam. Não adianta levar a vida da forma como está apenas para não mexer em grandes estruturas, isto é, mexer em vidas que não são somente a sua!
Se não somos felizes, não conseguimos fazer os que nos amam felizes. A felicidade não se dá só, mas ela deve completar-se. Só conseguimos ser inteiramente felizes, fazendo os outros felizes.
Por isso é necessário tomar a decisão certa e na hora certa, não adiar e nem pestanejar. Simplesmente, ter coragem e confiar; simplesmente!


Paulo de Oliveira dos Santos

terça-feira, 4 de maio de 2010


Hoje, estou colocando neste blog, um texto que foi postado por Dom Henrique Soares, Bispo Titular de Acúfica e Auxiliar de Aracaju. Para ter certeza que não é invenção minha, coloco o link para que acessem: http://costa_hs.blog.uol.com.br/. O texto segue:


Caro Internauta, diante do circo demagógico que a CPI da pedofilia armou em Arapiraca, vale a pena ler este texto do Desembargador Antônio Sapucaia, um dos mais íntegros e respeitados magistrados de Alagoas. E continua o circo, com o SBT e o jornalista Roberto Cabrini descendo a um tipo de jornalismo realmente deprimente – tão ou mais que a prática dos padres em questão... Afinal, há vários tipos de imoralidade e tara humana, além das imoralidades sexuais. Exemplo disso, é o tipo de jornalismo ao qual Roberto Cabrini tem se entregado neste caso de Arapiraca... O circo está armado, o circo continua... sintoma de uma sociedade doente – Afirmo isto sem em nada querer minimizar os atos vergonhosos dos envolvidos! Segue o texto do Dr. Sapucaia, o mesmo que afastou vários deputados da Assembleia Legislativa de Alagoas (portanto, um homem avesso a qualquer tipo de imoralidade):


Não tenho absolutamente nada contra homossexuais, que cada vez mais estão dando corpo às suas práticas, realizando congressos e estimulando encontros sociais para defender a sua opção sexual. Enquanto isso, sou visceralmente contra a pedofilia, como não poderia deixar de ser, considerando que durante 37 anos exerci a magistratura e, como tal, tive que me manifestar por dever de ofício contra essas perversões sexuais e todo tipo de conduta ouriçada contra os princípios legais, desde que me caíssem às mãos de julgador.

Faço questão de deixar claro, também, que nunca fui coroinha e nem nunca tive vocação para ser padre, o que considero uma atividade altamente respeitável e inspirada por Deus.

Mas, confesso, distante dos confessionários, que fiquei indignado com o espetáculo deprimente que a televisão mostrou durante alguns dias, envolvendo padres que seriam homossexuais e estariam praticando pedofilia.

Foi um espetáculo nojento, abjeto, repugnante sob todos os aspectos, tendo à frente um senador-cantor, Magno Malta, que parece desconhecer a ética, o respeito à sociedade e não atentou para o malefício que causou e repercutiu junto aos menores de idade que têm acesso à televisão.

Chegou a Arapiraca, montou o espetáculo, transformou-se no principal ator das cenas picarescas e se exibiu inteiramente à vontade, como se estivesse a rebolar como cantor, à semelhança dos shows que leva a cabo nas televisões brasileiras.

Arapiraca, Alagoas e o Brasil não mereciam tão desavergonhado espetáculo levado à cena pelo senador-cantor, que se mostrou um autêntico canastrão. Foi demais!

O homossexualismo está tomando corpo, e a cada dia vem inovando corpos para introduzir a experiência, no Senado Federal, nos ministérios, nos governos estaduais, enfim, em todos os segmentos sociais. Mas entre a sua prática, que não é de todo aceita, e o que foi feito em Arapiraca, a impressão que ficou é de que o senador Magno Malta é visceralmente desprovido de ética, de bom senso e despreparado para a função de inquisidor. Foi injudicioso, perverso e leviano, talvez instigado pelo fato de ser evangélico, no que não quero acreditar, pois seria uma mesquinhez desproporcional.

A propósito, quem assistiu às cenas deprimentes levadas ao ar deve ter observado que o senador-cantor em determinado momento chegou a indagar de um dos sacerdotes se ele pagava aos seus parceiros de sexo com as moedas recebidas dos fiéis. A ilação que se tira da pergunta é que teve a capciosidade de denegrir a Igreja Católica como um todo, visando a depreciar o que se arrecada pelo clero nas missas, como se não existissem os dízimos em outras religiões, normalmente obrigatórios.

Que o senador Magno Malta viva rebolando nos palcos brasileiros, exibindo a sua voz de poucos recursos, não é nada demais, embora me pareça incompatível com a sisudez que a função de senador exige. Mas vir a Alagoas travestido de ator, apresentar-se com um texto mal escrito e mal conduzido, causando males à sociedade e principalmente às crianças, que devem merecer todo o respeito e não ficar à mercê de sexos explícitos em horários proibidos, foi altamente condenável.

São louváveis a sua predisposição e as atitudes que vem tomando contra a pedofilia. Mas em Arapiraca foi absolutamente condenável a maneira como conduziu o espetáculo que montou, sem ao menos selecionar a plateia, além de revelar-se um insuportável canastrão. Só faltou pedir ao público que estava no auditório que batesse palmas para que o espetáculo deprimente fosse completo.

domingo, 25 de abril de 2010

A importância do abraço


Hoje, pouco se fala, pouco se comenta, da importância que um abraço pode ter na vida de uma pessoa, de uma sociedade. O abraço, quando dado de forma carinhosa, amorosa e espontânea pode curar das mais diferentes mazelas, amarguras.
A sociedade que, de acordo com a sociologia, é um conjunto de pessoas que compartilham propósitos, preocupações e costumes e que interagem entre si constituindo uma comunidade, nunca foi tão impessoal e tão fechado na individualidade. As pessoas, personagem principal da sociedade, estão cada vez mais preocupadas em si próprias, do que em compartilhar as suas atividades, crenças, costumes com àqueles que, juntos, formam a comunidade.
A palavra sociedade vem do latim, societas que significa “associação amistosa com outros”, portanto, viver em sociedade é viver com o outro, viver com as pessoas, ter contato. Não existe sociedade de uma pessoa só, não existe comunidade quando há o isolamento, mas é isto que a atualidade tem nos mostrado, a queda da sociedade e o crescimento do individualismo.
Quantos pais não têm uma relação de comunhão com seus filhos. Quantos pais perdem todo o seu tempo com coisas pessoais, próprias, e deixam a família de lado, não se preocupam com as notas do filho na escola, nem com o amadurecimento deste que está deixando de ser uma criança e entrando em uma fase de descobertas, e aqui não podemos nos esquecer dos envolvimentos que levam a drogadição. Mas como perceber isso, se cada vez mais se prima pelo individualismo.
Muitas vezes ouvi falar que a família é uma instituição que está falida. Sinceramente, não concordo, mas se realmente for verdade, essa falência se dá pura e simplesmente por causa do individualismo criado dentro das próprias casas. Os filhos, quando estão em casa, trancam-se nos seus quartos deixando de participar da vida familiar, os pais no seu isolamento não participam do cotidiano dos filhos. Agora pergunto, onde há a interação entre as pessoas da própria casa? Não encontramos, e se é difícil encontrar interação entre membros de uma mesma família, quem dirá encontrar interação com pessoas que se veem tão raramente.
Com a ascensão da internet perdeu-se o contato físico, o olho-no-olho, e criou-se o distanciamento, emparedamento – que neste caso nada mais é do que colocar uma parede entre a convivência. O amor foi deixado de lado, o amor foi sendo colocado em segundo plano. As pessoas foram aprendendo a viver com isso, dessa forma, não mais em comunidade, mas primando pelo individual, e colocando paredes onde, antes, havia o sentimento.
Por isso que inicio falando que o abraço é capaz de curar, posso dizer também restaurar. É interessante ver a reação das pessoas, em um grupo, quando alguém chega e vai passando carinho por meio dos seus abraços; as pessoas não sabem a forma como reagir. O abraço tem poder curativo, muito mais do que qualquer remédio e psicanálise. O abraço cura a depressão, cura a doença que não está na carne, mas está na mente, no espírito.
O abraço desarma! Digo isso, porque quantas são as pessoas que se desarmaram ao receber um abraço de carinho, que ao chegarem a um local estranho armaram-se da vergonha e do medo e, com um abraço sincero, passou a sorrir e foi quebrando aquele “gelo”.
Abraçar é passar carinho, amor. Abraçar é sentir o amor transmitido pelo outro. O abraço cura, o abraço nos faz amar. E que a cada dia mais, possamos reascender a chama da doação, doar-se também é amar e amar-nos, uns aos outros, faz bem a toda a sociedade.



Paulo Santos